Barret Zoph voltou ao Google depois de uma passagem curta pela OpenAI. Ele havia co-fundado a Thinking Machines Lab com Mira Murati, onde ocupava o cargo de CTO, antes de se juntar à OpenAI. Agora retorna ao Google, empresa onde trabalhou anteriormente.
A movimentação acontece em um momento de intensa disputa por talentos técnicos entre as big techs. Zoph é conhecido por seu trabalho em arquiteturas de redes neurais e busca neural (neural architecture search), área em que publicou pesquisas influentes durante sua primeira passagem pelo Google.
A porta giratória entre labs virou rotina
O vai e vem de Zoph ilustra como o mercado de liderança técnica em IA ficou líquido. Três empresas em menos de dois anos não é mais exceção, é o padrão para quem tem nome em arquitetura de modelos. Para quem constrói, isso significa duas coisas: primeiro, a concentração de conhecimento crítico em poucas cabeças ficou ainda mais evidente. Segundo, apostar em estabilidade de equipe técnica em qualquer lab virou ingenuidade.
O movimento também reforça que a Thinking Machines, mesmo com Murati no comando, não conseguiu segurar talento de ponta. Startups de IA enfrentam a mesma física: ou crescem rápido o suficiente para competir em equity e projeto, ou viram canteiro de obras para Google e OpenAI. Não existe meio termo quando o salário de retenção passa de sete dígitos e o ciclo de produto é medido em trimestres.
